Conheça os indicadores financeiros de uma empresa e sua importância

Os indicadores financeiros de uma empresa são muito importantes para se ter uma organização financeira, principalmente para saber agir em tempos de crise como a que estamos vivendo atualmente.


Porém, muitas vezes, o pequeno e médio empreendedor tem dificuldades para criar uma rotina de organização financeira adequada para o seu empreendimento, prejudicando a elaboração de análises que iriam ajudar nas tomadas de decisão.


E aí você deve estar se perguntando: Como faço para conseguir análises interessantes sobre o meu negócio?


Fique tranquilo que nós, da Focus Consultoria, iremos te apresentar os Indicadores Financeiros. Tenho certeza que eles serão ótimos aliados para a sua empresa.


Está preparado para transformar a sua organização interna? Então continue lendo o texto para entender como implementar e qual a importância de se ter indicadores em seu negócio.


O que são Indicadores Financeiros e para que servem?


Os Indicadores financeiros de uma empresa são métricas de performance, utilizadas para medir o desempenho e o quão saudável financeiramente está a sua empresa. Eles são extremamente importantes para uma boa gestão, já que fornecem informações essenciais para a análise de seu negócio, assim como auxiliam nas tomadas de decisão.


“O que pode ser medido, pode ser melhorado”, disse Peter Drucker, o “pai da administração”.


Como implementar os indicadores financeiros na rotina financeira da sua empresa?


Inicialmente, faz-se necessário ter um Fluxo de Caixa bem detalhado.


Mas o que é Fluxo de Caixa?


Resumidamente, Fluxo de Caixa é uma ferramenta, muitas vezes elaborada em uma planilha de Excel, que tem como principal finalidade o registro de todas as transações financeiras que ocorrem no caixa e, assim, ter o controle sobre seus gastos e receitas.


Para manter o Fluxo de Caixa atualizado, o gestor precisa ter disciplina e bastante organização, já que, normalmente, a atividade de preenchimento é feita mensalmente.


Após ter o controle sobre todas as entradas e saídas do caixa, é importante que o responsável defina as questões interessantes a serem analisadas no empreendimento para, posteriormente, planejar estratégias e metas que deseja alcançar.


E é nessa hora que entram os Indicadores Financeiros da sua empresa!


Principais Indicadores Financeiros de uma empresa


É importante observar que existem diversos tipos de indicadores e que não é preciso ter todos em seu negócio, já que toda empresa tem suas particularidades e necessidades próprias.


Então, separamos os indicadores financeiros mais utilizados e interessantes para pequenas e médias empresas.


Os indicadores financeiros são separados em 5 categorias: Atividade, Lucratividade, Rentabilidade, Estrutura de Capital e Liquidez.


Indicadores de Atividade:


Os indicadores de atividade servem para mensurar a performance das diversas etapas do ciclo operacional da empresa, analisando o tempo que irá levar para transformar as contas em vendas ou em caixa.


  • Giro de Caixa:

O giro de caixa informa o número absoluto de vezes que o capital circula em um ano, ou seja, quantas vezes o dinheiro investido em algo (estoque, por exemplo) retornou ao caixa em forma de receita.


É um indicador muito importante para empreendimentos que dependem de fluxo de vendas e estoque, visto que analisa a eficiência operacional e financeira do negócio.


O cálculo é feito a partir da seguinte operação:


Giro de Caixa = 365 / Ciclo Financeiro.


Para encontrar o valor do Ciclo Financeiro, basta somar, em dias, o prazo médio de estoque, o prazo médio para receber as vendas e o prazo médio para pagar os fornecedores.


Dessa forma, quanto mais alto for o Giro de Caixa, mais eficiente é o sistema operacional da empresa.


  • Capital de Giro:

Capital de giro é o conjunto de valores necessários para que a empresa tenha condição de se sustentar em determinado período.


É muito utilizado para controlar questões relacionadas a prazos, já que, muitas vezes, o dinheiro investido em estoque, por exemplo, demora a retornar ao caixa, tornando-se imprescindível uma análise desse indicador.


O cálculo do Capital de Giro é feito com a seguinte fórmula:


Capital de Giro = Ativo Circulante – Passivo Circulante.


Vale ressaltar a importância de se ter um Fluxo de Caixa bem detalhado, visto que esse dispõe de todas as operações feitas no caixa.


Com isso, quanto mais precisa for a organização do Capital de Giro, maior é o controle sobre a capacidade de investimento da empresa.


Indicadores de Lucratividade:


Como o nome já diz, os indicadores de lucratividade são responsáveis por indicar a lucratividade de um produto ou serviço em relação à receita total e, assim, possibilitar análises sobre a necessidade de investimento ou corte de determinada venda.

  • Margem Bruta:

A margem bruta indica a porcentagem de lucro bruto que se obtém em cada venda, considerando apenas os custos que estão envolvidos diretamente na produção de determinado produto, como matéria-prima, frete, entre outros.


Com isso, não são levados em conta gastos administrativos e impostos, por exemplo.


O cálculo da Margem Bruta é bem simples.


Basta fazer a seguinte equação para o produto ou serviço que deseja analisar:


Margem Bruta = (Lucro Bruto / Receita Total) x 100


Dessa forma, quanto maior for a porcentagem da Margem Bruta, mais lucrativo é aquele produto.


  • Margem Líquida:

Esse indicador é bem parecido com a Margem Bruta que falamos anteriormente. A diferença é que a Margem Líquida, além de gastos diretamente relacionados à produção, considera despesas e impostos no custo de determinado produto, fazendo com que se chegue ao lucro real (lucro líquido) que aquela venda gera para a empresa.


A porcentagem da Margem Líquida é calculada da seguinte forma:


Margem Líquida = (Lucro Líquido / Receita Total) x 100


Assim, quanto maior a Margem Líquida, mais lucro a empresa tem sobre aquele produto ou serviço.

Indicadores de Rentabilidade:


Os indicadores de rentabilidade detectam o lucro da empresa em relação às receitas geradas pelas vendas, capital investido e ativos, permitindo analisar a rentabilidade dos produtos e serviços no geral.

  • Margem Operacional:

Apesar de não ser considerado um indicador de lucratividade, a margem operacional se parece muito com a Margem Líquida e Margem Bruta. Porém, ela é o meio termo dentre as três.


Isso pois o lucro operacional se dá a partir do valor de venda descontado do custo do produto, no qual são considerados apenas os gastos diretamente relacionados à produção e as despesas operacionais da empresa, não levando em conta taxas e impostos, como no lucro líquido.


O cálculo é feito com a seguinte fórmula:


Margem Operacional = (Lucro Operacional / Receita Total) x 100


É um indicador muito interessante para ajudar o empresário a entender qual é a participação das suas atividades operacionais na receita total da empresa.


Com isso, quanto mais alta for a porcentagem da Margem Operacional, maior é a capacidade de gerar lucro com sua atividade operacional antes da dedução de impostos e taxas.


  • Margem de Contribuição:

A margem de contribuição representa quanto o lucro da venda de cada produto contribuirá para a empresa cobrir todos os seus custos e despesas e ainda gerar lucro. Quando esse indicador não é conhecido, sua empresa corre o risco de estar gerando prejuízo mesmo tendo um alto volume de vendas.


Por isso, a Margem de Contribuição é muito importante para avaliar se os produtos estão sendo rentáveis, assim como a quantidade mínima que deverá ser vendida para que gere lucro.


Para calcular a porcentagem da Margem de Contribuição, basta realizar a equação a seguir:


Margem de Contribuição = [ ( (Valor da Venda) – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis) ) / (Valor da Venda) ] x 100


Portanto, a partir da análise desse indicador, é possível planejar estratégias, estabelecer metas e ajustar preços de maneira com que as vendas gerem lucro para o empreendimento.


Indicadores de Estrutura de Capital:


Os indicadores de estrutura de capital têm a função de indicar o quanto a empresa depende de capital de terceiros para alavancar suas operações, apontando, também, o grau de risco financeiro do empreendimento.

  • Endividamento Geral:

O endividamento geral é utilizado para análise da saúde financeira de uma empresa, pois representa a proporção dos ativos que está comprometida com dívidas a terceiros.


O cálculo é feito da seguinte forma:


Endividamento Geral = (Capital de terceiros / Ativos totais) x 100


Com isso, quanto menor o endividamento geral da empresa, melhor.


  • Cobertura de Juros:

A cobertura de juros aponta se o lucro operacional da empresa é suficiente para quitar suas dívidas. Esse indicador é muito importante para que você se organize e se planeje em relação aos juros e, assim, ter um maior controle sobre a situação financeira de seu negócio.


Para se obter o valor percentual da Cobertura de Juros, basta realizar a equação a seguir:


Índice de Cobertura de Juros = (Lucro Operacional / Despesas com juros) x 100


Dessa forma, quanto maior o Índice de Cobertura de Juros, mais segura é a capacidade da empresa de pagar os juros com seu lucro operacional.



Indicadores de Liquidez:


Os indicadores de liquidez são utilizados para verificar como está o crédito da empresa e sua capacidade financeira para cumprir com as obrigações do passivo circulante.

  • Liquidez Corrente:

A liquidez corrente diz respeito à capacidade do empreendimento em arcar com os seus compromissos a curto prazo, levando em consideração os ativos circulantes de curto prazo (menores que 1 ano) e os passivo circulantes (impostos, fornecedores, empréstimos, entre outros).


Seu cálculo é bem simples. Se dá pela seguinte divisão:


Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante.


É interessante que o resultado seja maior que 1, garantindo, portanto, que a empresa tem recursos para cumprir com seus compromissos ao longo do ano.


  • Liquidez Imediata:

A lógica é bem parecida com o indicador de Liquidez Corrente. Porém, a Liquidez Imediata tem características conservadores, auxiliando a empresa a se preparar para situações emergenciais.


Nesse sentido, para calculá-la, é levado em conta, além do passivo circulante, apenas os valores que estão imediatamente à disposição da empresa, como contas bancárias, caixa, investimentos a curto prazo, entre outros. Estoques e contas a receber não são considerados ativos imediatos.


Com isso, para se obter o valor do indicador em questão, tem-se a seguinte divisão:


Liquidez Imediata = Ativos Disponíveis Imediatamente / Passivo Circulante


Desse modo, assim como na Liquidez Corrente, é interessante que o resultado seja maior que 1, o que permite concluir que a empresa tem recursos disponíveis para cobrir uma possível situação emergencial.



Se você chegou até aqui, tenho certeza que está ansioso para implementar diversos desses indicadores em sua empresa e, assim, ter um maior controle sobre a situação financeira no geral.


Espero que esse texto tenha ajudado e te incentivado a buscar a melhor forma para manter sua empresa lucrativa e saudável financeiramente.


Se quiser saber mais sobre como melhorar o seu negócio, confira nosso post sobre “Porque definir outros indicadores de desempenho além do financeiro para sua empresa?”.


Vale ressaltar que a Focus Consultoria utiliza indicadores financeiros em alguns de nossos serviços como Planejamento Financeiro e Análise de Rentabilidade. Ficaremos felizes em te ajudar!


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Texto por:

Felippe Novaes

fmnovaes@id.uff.br


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